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Entrevista com Rafael Noris

Um amor de papai, o Rafael Noris tem um blog o Família Palmito, faz parte do StreamTeam da netflix e é o papai solo do Miguel, aproveite essa super entrevista e tenha uma ótima leitura!
1) Quem é o Rafael Noris?
Vamos começar do começo: nasci e vivi a maior parte da minha vida em Pedreira, uma cidadezinha de 40 mil habitantes no interior de São Paulo. Saí do Ensino Médio e fui direto pra faculdade de Publicidade e Propaganda, sem saber muito o porque de ir estudar isso, já que o que queria mesmo era filosofia, ciências sociais, letras, essas coisas. Mas foi o que consegui bolsa, pelo Prouni, e decidi ver qual é que era o curso. No fim das contas, gostei bastante da área de redação e conteúdo e é com isso que trabalho desde então.

2) Quais as principais lembranças que você tem de seus pais?
As lembranças que mais gosto é do meu pai jogando Wolfenstein 3D no computador, no início da década de 90. Ele era muito bom e eu pagava muito pau pra ele hahahahaha da minha mãe, as lembranças mais marcantes era dela gritando de casa para eu voltar, pois eu tive uma infância muito livre no bairro, cheio de brincadeiras e encrencas. Aí quando começava a anoitecer ela berrava meu nome pra eu voltar.

3) Como você descreveria a sua infância? O que você fazia nos fins de semana para se divertir?
Eu tive uma infância muito feliz, da qual eu tenho muito orgulho e a qual espero que meu filho não repita nem metade, porque, a bem da verdade, eu bagunçava bastante pela vizinhança com meus amigos, pulava muro da casa dos outros, roubava ovo de galinha, pegava cavaletes de casas em construção pra fazer rampas que pulávamos de bicicleta. Era bem gostoso :)

4) Quando criança, o que você imaginava sobre sua vida adulta?
Pra falar a verdade, nem pensava nisso.

5) Onde foi o seu primeiro emprego?
O primeiríssimo, sem registro, foi numa fábrica de MDF de um primo, eu ajudava na montagem das peças e não curtia nem um pouco, por dois motivos: ganhava super pouco e ficava o dia inteiro ao lado de um cara que peidava o tempo todo.

O primeiro com registro foi dando aula de informática para pessoas de baixa renda, ensinando o básico de Windows e o pacote Office. Esse já gostava mais, porque tinha uma ótima relação com os alunos, que tinha tanto pré-adolescentes quanto idosos.

6) Como escolheu sua carreira? Se pudesse voltar atrás, escolheria a mesma profissão?
Escolhi meio por acaso, meu sonho adolescente era viver de bolsa e passar a vida estudando na área de humanas. Quando fiz o Enem e fui tentar uma bolsa, meu plano inicial era Jornalismo, mas só consegui para Publicidade. Decidi fazer, pois depois poderia só complementar com algumas matérias e me formar em Jornalismo, mas nunca fiz isso e hoje sou feliz por nada dos meus planos terem funcionado. No fim das contas, funcionou.


7) Conte-me sobre seu filho e os desafios de ser papai solo?
Bem, o Miguel é muito parecido com a criança que fui agitado, curioso, bagunceiro, criativo. Quando vivi isso como filho achava divertido, mas agora como pai vejo que não devo ter sido um filho muito fácil. Eu gosto porque, por sermos apenas eu e ele, há uma troca muito grande entre nós, todo dia é um aprendizado, de respeito, paciência, honestidade, tolerância e responsabilidade. Já fui bem menos participativo, achando que eu “ajudava” bastante em casa. Com a separação, ganhei muito mais maturidade e me fortaleci muito.

Eu já tive diversas crenças, cristão, espírita, wicca, etc. Tive uma fase de “militante” ateu, sendo um daqueles chatos que quer apontar pra todos falando que é tudo falso e bobagem. Hoje sou muito tolerante com todas as religiões, mas não tenho uma fé, gosto de estudar zen-budismo e meditar, mas não sou budista, não frequento grupos nem estudo sutras, busco só viver em paz. Meus dois autores favoritos sobre “religião” é o Leonardo Boff e o Thich Nhat Hanh.

9) Se pudesse viver sua vida novamente, faria algo diferente?
Não sei, gosto muito do que me tornei e acho que todos os meus erros contribuíram muito para eu crescer como pessoa.


10) Como você gostaria que as pessoas no futuro lembrassem do Rafael Noris?
Alguém que, apesar de tudo, sempre tinha otimismo e alguma piada pra contar.

11) Deixe alguma mensagem especial para nossos leitores nas redes sociais e no blog Amor de Papai? Não deixem se abalar pelos obstáculos, faça do limão uma limonada e não tenha vergonha de pedir ajuda sempre que precisar :)



Entrevista Mônica Salgado


Mônica Salgado, que na verdade é um doce de mãe, casada com cantor Afonso Nigro, mamãe do Bernando e Mely, conta sobre família, lembranças de infância e carreira nessa entrevista cheia de amor e mostra que a maternidade pode ser cheia de Glamour. Não esquecendo ela é editora de redação de uma das melhores revistas de moda do Brasil, a Glamour. Um pai e uma mãe eles não precisam ser perfeitos, eles precisam ser suficientemente bons. Se eles forem suficientemente bons eles vão criar bons filhos preparados para a vida e filhos que se sintam amados e amparados”.  Mônica Salgado

Amor de Papai - Quem é a mamãe Mônica Salgado? 
Mônica Salgado - Oi querido, eu sou Mônica Guimarães Salgado Nigro, Nigro depois de casada. Tenho 37 anos, dois filhos, um cachorro e um humano, o humano é o Bernando de cinco e cachorrinho é a mely que vai fazer onze anos agora em setembro.                                                            

Amor de Papai - Quais as principais lembranças que você tem de seus pais?
Mônica Salgado - Lembrança dos meus pais eu tenho várias, com certeza, meu pai e militar né, ele é coronel aposentado da polícia militar de São Paulo. Então eu lembro muito do meu pai chegando à noite de farda em casa, eu achava aquilo tão legal. Meu pai sempre foi assim tão reto, sempre teve um discurso tão correto na vida que ele sempre foi tido pra mim como um herói. Ai eu tenho lembranças fofas assim, ele chegava em casa e cortava laranja em cubinhos (risos). Meu pai sempre gostou de cortar as coisas em pequenas porções. Ele faz churrasco, ele é o famoso churrasqueiro da família, e ele tem mania de cortar as carnes todas em lasquinhas, (risos). Aí sai todo mundo do churrasco cheio de fome porque comeu só lasquinhas (risos). E da minha mãe a imagem que tenho dela quando criança e dela muito arrumada, muito cheirosa, passava cremes, muito vaidosa minha mãe, acho que eu peguei isso dela.                     


Amor de Papai - Como você descreveria a sua infância? O que você fazia para se divertir?
Mônica Salgado - A minha infância foi muito feliz, animada, eu tenho uma família muito grande dos dois lados e a gente sempre foi muito unidos. Então os fins de semana sempre foram passados entre os dois sítios da família, no sítio da minha avó materna e no sítio da minha avó paterna. Cada fim de semana ia para um e os dois eram meio clubes, de tantos primos, tios e de gente que ia. Então foi uma infância muito animada. Eu sempre fiz muito esporte também, meu pai é super esportista até hoje, então eu acho que peguei isso dele também. Eu sempre fiz natação, balé, ginástica olímpica, então eu sempre fiz de tudo. Sempre tive essa necessidade de ter o corpo em movimento. Acho que é isso, sempre tive uma infância cercada de muito amor, eu sempre tive avós muito presentes, muito próximos, na qual eu sinto muito falta, e a presença dos avós e muito significativa na vida dos netos, ajuda a nos formar.        

Amor de Papai - Quando criança, o que você imaginava sobre sua vida adulta? Se pudesse voltar atrás, escolheria a mesma profissão?
Mônica Salgado - Olha quando a gente é criança a gente não necessariamente quer ser o que a gente se torna, mas eu acho que tem características comuns entre o sonho de criança e a carreira que escolhemos. Eu tive minha fase de querer ser professora, Paquita da Xuxa (risos), coisas do tipo, mas eu lembro que eu queria ser professora, porque eu adorava ensinar, a falar, adorava me relacionar com as pessoas e tal. Sempre gostei muito de escrever, sempre gostei muito da língua portuguesa. Minha mãe também é professora de português e acho que isso também ajudou. Se eu pudesse voltar no tempo eu provavelmente escolheria a mesmíssima profissão. Eu não consigo imaginar numa outra ocupação que me alimente tanto como essa profissão que eu tenho.                                                           
  
Amor de Papai - O que você acha de muitos pais vestirem roupas de adultos em filhos crianças e sobre essa moda de Tal pai, tal filho qual seu posicionamento?
Mônica Salgado - Eu acho que a maternidade e a paternidade são exercícios tão pessoais assim que é tão difícil a gente julgar. Eu acho que quando nos tornamos pai ou mãe, é um exercício de autoconhecimento tão grande, assim, vem sua história, vem nesse pacote a sua relação com seus pais, é tanta coisa envolvida que não dá pra analisar essa questão de forma simples. Ah, eu sou a favor, eu sou contra. Eu acho que é muito legítimo que as pessoas exerçam a maternidade e a paternidade, claro dentro dos limites da lei e do bom senso e tudo mais, mas dentro do conjunto de valores que eles acreditam, então, acho que há abusos né, mas não estamos falando de casos extremos e doentes, estamos falando de casos comuns, e eu não vejo problema, acho que as pessoas sabem o que é melhor para seus filhos e temos que respeitar esse posicionamento.                   


Amor de Papai - Conte-me sobre o nascimento de seu filho? E a relação de vocês mesmo com dia a dia corrido?
Mônica Salgado - Bom, meu filho nasceu no dia 20.12.2010, 5 dias antes do Natal, eu não consigo imaginar o dia mais emocionante pra vida de uma mulher, porque você chega na maternidade com uma barriga e sai com um bebê, seu filho, aquele elemento que vai transformar sua vida profundamente e acho que é das únicas decisões que tomamos na vida que são eternas, você não tem como voltar atrás. Você não tem como, enfim, se livrar dessa realidade. É realmente uma decisão pra vida toda. Talvez seja a única que a gente toma que nos envolve aí pelo resto de nossos dias. Então é muito emocionante. Meu parto não foi como eu gostaria, como eu tinha sonhado que fosse, eu queria que fosse um parto normal, eu estava com 41 semanas de gestação, o médico achou melhor tirar, então foi uma cesárea, mas apesar de todo processo ser super frio, mecanizado e medicalizado que é a cesariana a emoção que você tem de ter seu filho no braço é única. Não importa por qual meio ele veio ao mundo. Então, eu tenho um vídeo muito lindo que foi minha cunhada que gravou o parto então é um dia que eu trago as melhores recordações.      

Amor de Papai - Quais são suas crenças? Que papel sua fé desempenha em sua vida?
Mônica Salgado – Olha eu estou em um momento que eu tenho tentando resgatar a minha fé, confesso que eu em muitos anos não acreditei muito em nada que eu não pudesse ver, ou eu não pudesse explicar, eu tenho muito essa necessidade das coisas fazerem sentido, serem racionalmente explicadas. Mas esse ano eu entrei em 2016 com uma necessidade muito grande de acreditar, de crer, de deixar essa força inexplicável tomar conta da minha vida de várias maneiras e eu estou firme nesse propósito, estou realmente mais crente, estou me abrindo para as possibilidades, eu acho que tem muitas coisas que acredito que é o poder das energias que circulam no mundo, que às vezes nos fazem nos sentir muito bem diante de alguém ou muito mal diante de alguém, então tudo isso eu acredito, então eu venho trabalhando isso dentro de mim. Eu sou católica, nasci católica mais não sou praticante, não frequento a igreja, mas gostaria de encontrar uma fé sabe pra chamar de minha. Estou nessa busca.        



Amor de Papai - Como você descreveria a relação do seu esposo na criação do filho de vocês?
Mônica Salgado - O Afonso é um pai assim, fenomenal, de verdade, eu não estou falando isso porque estou dando essa entrevista, eu acho que ele tomou pra ele um papel muito protagonista na criação do Bernardo desde quando ele era bebê, e hoje ele é um pai em termos até de quantidade de tempo ele passa muito mais tempo com o Bernardo do que eu, porque o trabalho dele é muito mais flexível e ele trabalha muito de casa e tal. Então ele é assim um anjo na nossa vida. Um pai muito precioso que o Bernardo tem a sorte de ter.                                                    
Amor de Papai - Como você gostaria que as pessoas no futuro se lembrassem de você?
Mônica Salgado - Nossa que pergunta difícil, como eu gostaria que as pessoas se lembrassem de mim no futuro? Depende de quem né, as pessoas que me conhecem, as pessoas que não me conhecem, não sei. Acho que pro mundo as pessoas nas quais eu não convivo, eu gostaria de ser lembrada como uma jornalista assim visionária, corajosa, que implementou mudanças importantes na maneira com que elabora seu veículo de comunicação, na maneira com que relaciona com seus leitores, então, estabelecendo uma nova maneira de ser, fazer, de se relacionar, de atuar, eu acho que eu gostaria de ser lembrada dessa forma e para as  pessoas que eu convivo, é, não sei, a gente tenta sempre melhorar porque a gente sabe que temos milhões de defeitos, mas eu sei que sou lembrada sempre como uma pessoa muito animada, energética, eu gosto de falar, eu gosto de festa, então eu sei que na família eu tenho essa fama.    
                


Amor de Papai - Qual pergunta nunca lhe fizeram em uma entrevista e o que responderia?
Mônica Salgado Nicácio cada pergunta difícil, o que nunca me perguntaram em uma entrevista? Ah bilhões de coisas (risos), sei lá, nunca me perguntaram por exemplo sobre meu signo, que a gente estava falando em fé, eu acredito super em astrologia, e eu sou libriana com ascendente em aquário, e lua em virgem, e eu tenho uma identificação total com essas características astrais me proporciona,  e eu sou Librianassa, com L maiúsculo. Então todas as características boas e ruins do signo acho que eu tenho bem exacerbadas, é o senso de justiça, a necessidade de às vezes aprovação social, a necessidade de convivência social, gosto muito de gente, de estar cercada de gente, o senso estético, eu preciso estar cercada de coisas organizadas, de coisas nos seus devidos lugares, assim, a bagunça externa ela me bagunça internamente, eu preciso ter uma organização dentro de mim e isso é muito característica do libriano.                      


Amor de Papai - Deixe alguma mensagem especial para nossos leitores nas redes sociais e no blog Amor de Papai?
Mônica Salgado - A mensagem que posso deixar, é uma mensagem que é pé no chão. A paternidade e a maternidade como eu falei, além de ser a principal ferramenta de autoconhecimento que o ser humano tem ao redor dele, na vida, eu acho que a paternidade e a maternidade tem que vir acompanhada de mais realidade e menos idealização. Eu acho que são coisas bastante idealizadas por todos nós, a gente tem conceitos bastante enraizados dentro da gente de como e, de como deve ser, e quando a gente não corresponde sentimos uma culpa horrorosa, e acham que pais é mães eles não têm que ser perfeitos?!? Aliás, tá ai uma coisa que é impossível de acontecer porque ninguém e perfeito. E não devem buscar essa perfeição, eu acho que o pai e a mãe que se julgam perfeitos eles são muito nocivos para a criação dos filhos. Acho que devemos preparar nossos filhos para o mundo com amor, com correção de caráter, de moral, mas a gente tem que preparar eles para o mundo real, não adianta colocar eles em uma redoma, não adianta a gente exigir esse tipo de coisa. Então eu acho que a idealização atrapalha demais o exercício fluído, amoroso, orgânico, gostoso da maternidade e da paternidade. A gente explode uma vez perdida, temos muito menos tempo do que a gente gostaria de ter, eu acho que a gente falta em algumas ocasiões, mas ao mesmo tempo é isso, quando estamos juntos, estamos juntos sabe, um pai e uma mãe sabem o que isso significa, então eu acho que a minha mensagem é essa. Vamos nos afastar dessas figuras idealizadas e vamos nos aproximar da figura real. Um pai e uma mãe eles não precisam ser perfeitos, eles precisam ser suficientemente bons. Se eles forem suficientemente bons eles vão criar bons filhos preparados para a vida e filhos que se sintam amados e amparados. Beijos!


Obrigado, Mônica por participar de nosso blog e um grande abraço.



A contadora de História: Clara Haddad



Hoje é o dia do livro infantil e não poderíamos deixar passar em branco uma data tão importante, em homenagem a esse dia, eu quero compartilhar com vocês uma entrevista super divertida e cheia de amor pelos livros com a escritora e uma das melhores contadoras de história do mundo, a Clara Haddad. Uma ótima Leitura!  



Amor de Papai Real – Quem realmente é Clara Haddad?
Difícil dizer. Acho que sou uma eterna criança! Tenho muita alegria dentro de mim e vejo a vida com leveza. Talvez por isso ame viver e trabalhar pela arte e a narrativa, pois aí a verdadeira Clara vive em sua plenitude. Neste campo de descobertas, de sonho, de acreditar que na vida tudo pode acontecer.
Costumo dizer que ser contadora de histórias é minha maneira de ser tudo. A partir dessa forma de ser e de estar o meu mundo gira fazendo com que eu crie e desenvolva meus projetos de vida e profissionais que têm muito de mim, do que sou e do que acredito.

Amor de Papai – Conte um pouco sobre a sua infância. Quando foi seu primeiro contato com a arte? 
Minha infância foi feliz, cheia de brincadeiras, cheia de histórias e de muitos livros. Tive a sorte e bênção de ter uma avó contadora de histórias que contava todo tipo de história da tradição oral - narradas de viva voz - e uma mãe maravilhosa que também me contava as histórias clássicas lendo uma infinidade de livros de literatura.
Meu primeiro contato com a arte foi através da família, que sempre me incentivou a fazer um pouco de tudo: teatro, dança, pintura. Passei minha infância lendo, visitando exposições, tendo contato com as mais variadas formas de arte. Como a ilustradora Květa Pacovská diz: ” Um livro ilustrado é a primeira galeria de arte que uma criança visita” e concordo plenamente com isso pois, sem dúvida, se não fosse o incentivo que tive em minha infância eu não teria essa capacidade de ver e sentir a arte como sinto.

Amor de Papai– Como surgiu o gosto pela escrita? Você fez algum curso específico ou aprendeu escrevendo?
Aprendi escrevendo. Nem sei muito explicar, é uma necessidade que tenho de registrar meus pensamentos, sentimentos e emoções. Amo registrar fatos inusitados do meu dia. Sempre foi um hábito. Comecei com um diário na infância. Nem sequer pensava que na vida seria uma contadora de histórias profissional e escritora. Isso foi surgindo e evoluindo com o tempo.

Amor de Papai – De onde vem a inspiração para escrever?
Da vida e das coisas da vida. Sou atriz de formação mas me dedico a narração oral e a escrita. Tenho duas linhas de trabalho: uma delas vem do reconto das histórias tradicionais. Sou uma coletora de histórias, por assim dizer, um pesquisadora autodidata. Amo viajar e pesquisar sobre as tradições dos povos. É fundamental preservar a memória das culturas para que elas não se percam. A outra linha de escrita brinca com o cotidiano e situações inusitadas que nos acontecem.

Amor de Papai – Qual é o principal cuidado que um escritor infantil deve ter?
Não sei definir em uma só palavra. Acho que devemos escrever sem filtros e sem medos, sem pensar no que é politicamente correto e no mundo cor de rosa que insistem, hoje em dia, em dizer para a criança que é só o que existe. A vida não é assim, só amor e flores, fadas e príncipes. É necessário que nas histórias existam conflitos, dificuldades, vilões, bruxas e temas como morte, medo, raiva, inveja, ciúmes … A meu ver é necessário essa dualidade.
As histórias servem de guia para aprender a escalar as montanhas, vencer obstáculos e perigos, enfrentar medos e monstros, vencer uma etapa difícil e dolorosa.
Enfrentar medos, reafirmar e significar ideias é importante para a vida! Não temos que dar ênfase somente aos aspectos positivos. A criança não é tola e não precisa de uma linguagem minimalista e tabibitate que torna a escrita pobre, chata e aborrecida.
Os pequeninos escutam as histórias de uma forma completamente diferente dos adultos, sem julgamentos, sem ideias pré-concebidas. Acredito que se forem retirados estes espaços para criança lidar com seus sentimentos negativos, seus medos e suas dúvidas elas não terão como aprender a enfrentar problemas que se apresentam na vida real.

Amor de Papai – Em sua opinião, o que o Dia Nacional do Livro representa?
Nesta data, 18 de Abril, comemoramos o nascimento do percursor da literatura infantil no Brasil que foi o genial Monteiro Lobato.Penso que, para todos os que escrevem para infância e juventude, ele foi uma referência e daí a importância da data, homenagear quem escreveu, escreve e escreverá para a crianças e jovens no país. E também lembrar a  importância do livro e da leitura na vida das pessoas e na sua fomação enquanto cidadão.

Amor de Papai – Dê algumas dicas de livros infantis para os papais?
São tantos os livros maravilhosos que não podem faltar na prateleira da biblioteca de nossa casa.Os clássicos da literatura. Os contos dos irmãos Grimm, de Perrault, Fábulas de La Fountaine, os livros de Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Tatiana Belinky, Ana Maria Machado, Ricardo Azevedo, Lenice Gomes. Entre tantos outros, são importantes nas mais variadas faixas etárias.
Ler é ampliar o nosso próprio mundo simbólico, é desenvolver nossa capacidade de comunicar, nosso senso crítico e dá a dimensão das emoções, sentimentos e vivências do ser humano, na sua busca de sentido para a existência.

Amor de Papai – Quais as principais diferenças que você enxerga entre o mercado literário europeu e o mercado nacional?
Posso falar enquanto autora e as minhas percepções e, penso que numa visão geral, é homogêneo, mas existem pequenas diferenças relacionadas ao incentivo e ao investimento que se tornam grandes diferenças quando vemos a presença das editoras nas feiras internacionais de grande relevância.

Amor de Papai – Como concilia sua vida e carreira de escritora e de narradora de história?
Está tudo no mesmo campo de atuação. Escrever e contar. Contar e escrever faz parte do meu dia-a-dia. Não há diferença. Ambas são importantes. E, além disso, ensino e capacito pessoas a contar histórias através da Escola de Narração Itinerante que é um projeto que fundei na cidade do Porto (Portugal) e que existe desde 2006. Tenho inúmeros projetos simulâneos, o “Encontro com as Histórias” que será um programa da web sobre literatura e que estará disponível no canal do youtube da Escola de Narração a partir de junho. Nele conversarei com escritores , ilustradores e pessoas que trabalham em prol do livro e leitura no Brasil e no mundo. Também desenvolvo o “Jovens Narradores -Descobrindo Novos Horizontes” que é um projeto social com jovens carenciados em São Paulo. Em suma, tudo o que faço está interligado. É o que amo fazer, portanto, é fácil de conciliar. Diz o ditado que “quem corre por gosto não cansa” e no meu caso é bem verdade.


Amor de Papai – Quais são seus planos profissionais para o futuro?
Publicar mais livros com recontos da tradição oral mundial e contos originais. Já tenho muitos textos prontos e preparados para publicação tanto no Brasil quanto em Portugal. Pretendo continuar a difundir e a fazer um bom trabalho com a narração oral e a literatura. Capacitar mais pessoas para contar histórias…  Viajar, conhecer mais culturas. Enfim, seguir o caminho que escolhi para minha vida..

Amor de Papai – Deixe alguma mensagem para as pessoas que não têm o hábito de ler?
De toda forma creio que as pessoas acabam por ler. Ler não é só o formato em papel. Lemos o mundo, a vida, as coisas.
Cito Ítalo Calvino: “O livro é o que acende no leitor um permanente desejo de seguir sempre adiante, em busca da construção do sentido da vida.” E penso que a chama da leitura ascende quando uma pessoa encontra com um “garimpeiro de palavras”, um contador de histórias, bons professores e pais interessados e apaixonados pelo livro e suas riquezas.
Muito agradecida pela entrevista e pela divulgação do meu trabalho. Espero uma visita na minha página de facebook e no site da Escola de Narração Itinerante para que possam acompanhar minha agenda e participar dos eventos que organizo.
Tudo de bom! Um abraço de contos!

Página do Facebook ClaraHaddadNarradora
Instagram: @clara.haddad
Twitter: @ClaraHaddad



Entrevista Rafael Cortez



Rafael de Faria Cortez, paulistano, nasceu no dia 25 de outubro de 1976, ator, humorista, apresentador e músico. Formado em Jornalismo pela PUC-SP e é ex-repórter do programa Custe o Que Custar (CQC) de 2008 a 2012 e 2015. Em 2013, foi contratado pela Rede Record para apresentar o programa Got Talent Brasil, franquia da versão internacional de Got Talent. Tem um canal muito legal no Youtube LOVE TRETA, espero um dia que ele me entreviste lá, rsrsrsrs... E novo  contratado da rede Globo para o programa Vídeo Show. Diante dessa super apresentação, vamos conhecer o outro lado do Rafael, que teve uma adolescência problemática, que já falhou, que vai apoiar o seu filho (que ainda não chegou) a ser comediante e confessa que tem a pior piada, rsrsr...

Algumas entrevistas são emocionantes, outras hilárias, essa é muita divertida, leia e aproveite.


Amor de Papai - Quem é o Rafael Cortez?
Rafael de Faria Cortez: paulistano, urbanóide. Um cara de 39 anos que não suporta barata voadora, se irrita com neném chorando no avião e ODEIA que liguem ou mandem áudio comendo. Ou seja, é um mala. Neurótico e cheio de manias.


Amor de Papai - Quais as principais lembranças que você tem da época que morava com seus pais ou você ainda mora com eles?
Rafael de Faria Cortez: Não moro mais com eles desde 2001, ufa! Lembro que a convivência era legal, mas eu estava louco para poder tocar violão de madrugada em paz, fumar meu cigarro Marlboro sem ser escondido (eu não fumo mais desde 2013) e poder ver o filme que quisesse a hora que quisesse sem ter de dividir a TV com ninguém ou ter de explicar a história pra um dos dois.  

Amor de Papai - Como você descreveria a sua adolescência?
Rafael de Faria Cortez: Foi bem problemática. Eu era depressivo, preguiçoso, triste e eternamente insatisfeito. Costumo dizer que quem me salvou de um problema maior foi o violão. Passei a estudar aos 17 anos e ele literalmente me tirou de uma fria e tanto!  

Amor de Papai - Qual foi a pior entrevista que você já fez? E a que você já deu?
Rafael de Faria Cortez: Impossível listar uma só. Fiz muitas muito boas e muitas bem ruins. Mas fico com a “não entrevista” com o pai da Bossa-Nova, João Gilberto. Na saída de seu último show até hoje em SP, eu fui o ÚNICO repórter que conseguiu parar na frente dele e fazê-lo falar com uma equipe de TV. Ele misteriosamente parou e começou a falar, mas eu matei a entrevista com uma piada muito ruim, que o fez entrar no carro. Só eu e o Amaury Júnior entrevistamos o cara para a TV assim. E eu ferrei tudo... Uma droga!  

Amor de Papai - Já falhou? Em algum trabalho e se arrepende de ter aceitado? 

Rafael de Faria Cortez: Um dos meus pré-requisitos para quem me contrata é: saibam que eu posso falhar. Sou humano e esse é um direito que tenho. Vivo errando. Mas também acho que acerto muitas e muitas vezes. 

Amor de Papai - Qual foi algo mais inusitada que você teve que fazer em um emprego para continuar nele?
Rafael de Faria Cortez: Aos 26 anos, tive de transcrever fala por fala de dois filmes nacionais sobre o Jongo e o Maracatu, a pedido do diretor. Para que, eu nunca entendi. Mas eu tinha de passar para o papel cada palavra de cada personagem, e do jeito que cada um falava, contando com tiques, erros de português e erros de concordância. Para isso, ganhei 500 reais. Foi um inferno e é, até hoje, o trabalho que mais me arrependi de pegar.  

Amor de Papai - Como escolheu sua carreira?
Você gostaria que um filho seu escolhesse a mesma profissão?
Rafael de Faria Cortez: Sempre digo que uma carreira escolhe a gente, e não o contrário. Eu queria ser artista desde sempre, mas não sabia muito como fazer e não imaginava que me tornaria conhecido mais como humorista do que qualquer coisa. Ainda assim, passei uns bons 10 anos pastando até acertar e ter uma chance mesmo. E sim, se um filho meu topar entrar na minha área e ralar como eu, eu vou apoiar. Mas tem que ralar!!! 

Amor de Papai - Qual de seus amigos comediantes tem a pior piada e mesmo assim ainda faz sucesso?
Rafael de Faria Cortez: Acho que sou eu...

Amor de Papai - Quem você não seguiria nas redes sociais e por quê?
Rafael de Faria Cortez: A lista é enorme. E eu já não sigo essas pessoas, de modo que lhes dar publicidade com a citação passa a ser contraditório...

Amor de Papai - Se pudesse viver sua vida novamente, tinha saído com quem?
Rafael de Faria Cortez: Não tenho grandes frustrações com isso. Acho que na minha fase de solteiro eu me diverti bem e, modéstia a parte, consegui convencer quem eu desejava a pelo menos me dar uma chance. Confesso: em muitos casos com muitas mulheres, isso não foi nada fácil...


Amor de Papai - O que lhe tira a graça e o faz perder os nervos?
Rafael de Faria Cortez: Preconceito, violência e ignorância. E falhas na tecnologia, como internet que sai do ar. Ah: celular quando acaba a bateria e eu não posso recarregar: é de matar! 

Amor de Papai - Deixe alguma mensagem para alguns leitores que não pegam ninguém e ficam horas nas redes sociais?
Rafael de Faria Cortez: Vai viver meu povo! A vida é muito mais! Juro, juro por Deus!


Instragam: @rafaelcortez


Valeu Rafael Cortez por participar do nosso blog, muito sucesso!





Entrevista Fernanda Takai

Um super bate papo sobre: maternidade, família e carreira.



Inscreva-se em nosso canal no YouTube, clique no link:  Entrevista 




Entrevista Dr. Bactéria


 Olha a novidade aqui no Amor de Papai, toda semana uma entrevista com um papai que inspira os demais, e para começar o nosso amigo biomédico Roberto Martins Figueiredo, mais conhecido como Dr. Bactéria, onde ele não vai falar de hábitos de higiene da população e dizer que um pano de prato úmido tem um milhão de bactérias a mais que a tampa de um vaso sanitário de banheiro público, vi essas informações em outra entrevista sua, rsrsrsrrs... Mas, vai falar de seu passado: “Brincava nas ruas quase sem riscos a não ser de se esfolar caindo do carrinho de rolimã e depois levar um "banho de merthiolate" do tipo que ardia demais”, e isso, sem dúvida, o ajudou hoje a ser esse brilhante profissional e esse grande papai.

Leia e se emocione com a entrevista do Dr. Bactéria. Eu gostei muito e espero que você também!   
Amor de Papai - Quem realmente é o papai Dr. Bactéria?
Dr. Bactéria - Roberto Martins Figueiredo, Biomédico, especializado em Saúde Pública e Marketing, Diretor da Microbiotécnica - Laboratório de análises microbiológicas de materiais em geral.
Contratado da TV Record - Departamento de Jornalismo.
Palestrante e escritor (5 livros publicados).

Amor de Papai - Quais as principais lembranças que você tem de seus pais?
Dr. Bactéria - A honestidade, carinho, amor, e perseverança no trabalho.

Amor de Papai - Como você descreveria a sua infância? O que você fazia nos fins de semana para se divertir?
Dr. Bactéria - Bem humilde, mas feliz, não existia videogame, computadores ou celulares, mas sim, bola (de capotão e outros tipos), taco, carrinho de rolimã, etc. Brincava nas ruas quase sem riscos a não ser de se esfolar caindo do carrinho de rolimã e depois levar um "banho de merthiolate" do tipo que ardia demais.

Amor de Papai - Quando criança, o que você imaginava sobre sua vida adulta?
Dr. Bactéria - Queria ser cientista do tipo que descobria a cura de doenças.

Amor de Papai - Como foi o seu primeiro emprego? Dr. Bactéria - Num laboratório de uma empresa voltada para análise de águas, ambiente e alimentos.

Amor de Papai - Como escolheu sua carreira? Se pudesse voltar atrás, escolheria a mesma profissão?
Dr. Bactéria - Com certeza sim. Saber que existe um mundo microscópico que está ao nosso lado e mesmo dentro da gente, me fascinava e decidi estudar este mundo e trabalhar com ele.

Amor de Papai - Qual o ponto alto e o crítico de sua carreira em sua opinião?
Dr. Bactéria - O ponto alto é saber que, com meu trabalho, existe uma melhora da qualidade de vidas das pessoas. Ponto baixo é a dificuldade de administrar o tempo para fazer tudo que quero e preciso fazer.

Amor de Papai - Conte-me sobre o nascimento de seus filhos? Qual o momento mais feliz na criação deles? Teve algum momento triste?
Dr. Bactéria - Tenho 3 filhos. O momento mais feliz foi o nascimento de cada um deles. Os momentos tristes, ou preocupantes, são quando estão adoentados, mas, faz parte.

Amor de Papai - Quais são suas crenças? Que papel sua fé desempenha em sua vida? 
Dr. Bactéria - Sou católico. Sem fé não conseguimos nada na vida.

Amor de Papai - Se pudesse viver sua vida novamente, faria algo diferente?
Dr. Bactéria - Não existe "viver novamente" por isso, temos que pensar muito bem antes de seguir novos caminhos. Mas nunca devemos ter medo de arriscar. Se não der certo, encaramos como ensinamento e seguimos a vida.

Amor de Papai - Como você gostaria que as pessoas no futuro se lembrassem de você?
 Dr. Bactéria - Dr. Bactéria... Uma pessoa "do bem" que trabalhou incansavelmente, para melhorar a qualidade de vida da população.

Amor de Papai - Deixe alguma mensagem especial para nossos leitores nas redes sociais e no blog Amor de Papai?
Dr. Bactéria - Você tem duas obrigações profissionais na vida, SEJA O MELHOR NO QUE VOCÊ FAZ E AVISE TODO O MUNDO QUE VOCÊ É O MELHOR.

INSTAGRAM: Dr. Bactéria 


Muito obrigado, Dr Bactéria por participar do nosso blog e um grande abraço.