Entrevista com Rafael Noris

Um amor de papai, o Rafael Noris tem um blog o Família Palmito, faz parte do StreamTeam da netflix e é o papai solo do Miguel, aproveite essa super entrevista e tenha uma ótima leitura!
1) Quem é o Rafael Noris?
Vamos começar do começo: nasci e vivi a maior parte da minha vida em Pedreira, uma cidadezinha de 40 mil habitantes no interior de São Paulo. Saí do Ensino Médio e fui direto pra faculdade de Publicidade e Propaganda, sem saber muito o porque de ir estudar isso, já que o que queria mesmo era filosofia, ciências sociais, letras, essas coisas. Mas foi o que consegui bolsa, pelo Prouni, e decidi ver qual é que era o curso. No fim das contas, gostei bastante da área de redação e conteúdo e é com isso que trabalho desde então.

2) Quais as principais lembranças que você tem de seus pais?
As lembranças que mais gosto é do meu pai jogando Wolfenstein 3D no computador, no início da década de 90. Ele era muito bom e eu pagava muito pau pra ele hahahahaha da minha mãe, as lembranças mais marcantes era dela gritando de casa para eu voltar, pois eu tive uma infância muito livre no bairro, cheio de brincadeiras e encrencas. Aí quando começava a anoitecer ela berrava meu nome pra eu voltar.

3) Como você descreveria a sua infância? O que você fazia nos fins de semana para se divertir?
Eu tive uma infância muito feliz, da qual eu tenho muito orgulho e a qual espero que meu filho não repita nem metade, porque, a bem da verdade, eu bagunçava bastante pela vizinhança com meus amigos, pulava muro da casa dos outros, roubava ovo de galinha, pegava cavaletes de casas em construção pra fazer rampas que pulávamos de bicicleta. Era bem gostoso :)

4) Quando criança, o que você imaginava sobre sua vida adulta?
Pra falar a verdade, nem pensava nisso.

5) Onde foi o seu primeiro emprego?
O primeiríssimo, sem registro, foi numa fábrica de MDF de um primo, eu ajudava na montagem das peças e não curtia nem um pouco, por dois motivos: ganhava super pouco e ficava o dia inteiro ao lado de um cara que peidava o tempo todo.

O primeiro com registro foi dando aula de informática para pessoas de baixa renda, ensinando o básico de Windows e o pacote Office. Esse já gostava mais, porque tinha uma ótima relação com os alunos, que tinha tanto pré-adolescentes quanto idosos.

6) Como escolheu sua carreira? Se pudesse voltar atrás, escolheria a mesma profissão?
Escolhi meio por acaso, meu sonho adolescente era viver de bolsa e passar a vida estudando na área de humanas. Quando fiz o Enem e fui tentar uma bolsa, meu plano inicial era Jornalismo, mas só consegui para Publicidade. Decidi fazer, pois depois poderia só complementar com algumas matérias e me formar em Jornalismo, mas nunca fiz isso e hoje sou feliz por nada dos meus planos terem funcionado. No fim das contas, funcionou.


7) Conte-me sobre seu filho e os desafios de ser papai solo?
Bem, o Miguel é muito parecido com a criança que fui agitado, curioso, bagunceiro, criativo. Quando vivi isso como filho achava divertido, mas agora como pai vejo que não devo ter sido um filho muito fácil. Eu gosto porque, por sermos apenas eu e ele, há uma troca muito grande entre nós, todo dia é um aprendizado, de respeito, paciência, honestidade, tolerância e responsabilidade. Já fui bem menos participativo, achando que eu “ajudava” bastante em casa. Com a separação, ganhei muito mais maturidade e me fortaleci muito.

Eu já tive diversas crenças, cristão, espírita, wicca, etc. Tive uma fase de “militante” ateu, sendo um daqueles chatos que quer apontar pra todos falando que é tudo falso e bobagem. Hoje sou muito tolerante com todas as religiões, mas não tenho uma fé, gosto de estudar zen-budismo e meditar, mas não sou budista, não frequento grupos nem estudo sutras, busco só viver em paz. Meus dois autores favoritos sobre “religião” é o Leonardo Boff e o Thich Nhat Hanh.

9) Se pudesse viver sua vida novamente, faria algo diferente?
Não sei, gosto muito do que me tornei e acho que todos os meus erros contribuíram muito para eu crescer como pessoa.


10) Como você gostaria que as pessoas no futuro lembrassem do Rafael Noris?
Alguém que, apesar de tudo, sempre tinha otimismo e alguma piada pra contar.

11) Deixe alguma mensagem especial para nossos leitores nas redes sociais e no blog Amor de Papai? Não deixem se abalar pelos obstáculos, faça do limão uma limonada e não tenha vergonha de pedir ajuda sempre que precisar :)



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